Eu estou andando pelas ruas e todos estão vestidos. De repente eu percebo que estou sem calça e sem calcinha. Tenho sentimentos misturados em relação a isso. Por um lado sinto vergonha por estar nua, me sinto mais vulnerável, sem proteção, sem possibilidade de me defender do mundo: duro, frio e implacável. Por outro lado me sinto na posição exata: não tenho nada a esconder. Sou aquilo que sou naquele momento: vulnerável e atingível.
O sonho reflete em 1 para 1 as minhas sensações durante o jantar com o Prof. S. ontem. Em alguns momentos eu manifestava os meus pensamentos. E então eu me sentia vulnerável, pois não tinha como esconder toda a minha insegurança e a minha dificuldade de organizar minhas idéias e me expressar com clareza. Por um outro lado eu não quis esconder a minha ignorância... eu procurei não fazer o menor esforço para mostrar algo que eu não era.
Se por um lado isso me deu um gosto amargo de ser tão ingênua perante as outras pessoas na mesa, por outro eu percebi que eu não estava pronta para desperdiçar o meu tempo e energia interpretando algo que eu não sou: uma iniciada.
Eu sou uma iniciante. Me sinto, em vários campos na minha vida, como se estivesse apenas começando.
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