quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Quebrando a casca do ovo

Esses dias que passaram foram de intensa atividade emocional, mental, espiritual, sentimental, etc. Depois de tanto pensar, qual é a minha decisão final: sair ou não sair? Mudar ou não mudar? Procurar um outro apê para morar ou continuar morando aqui?

Eu pesei, analisei, refleti sobre essa decisão até o momento, mas sempre do ponto de vista da "namorada do Marco"... até o momento eu estava focando o ponto errado da questão e é por isso que a confusão estava tão grande. O meu ego fica com uma certa vergonha admitir, mas isso mostra o quanto eu estou "atachada emocionalmente" ao Marco, e à idéia do casal feliz. É esse o veneno que mantém as pessoas mortas dentro dos relacionamentos por anos a fio.

É só agora que eu estou voltando a acessar o impulso e a espontaneidade que me assaltaram quando eu senti que seria bom procurar outro lugar para morar. Quando eu pensei nisso, não foi em "nós" que eu pensei. Não se trata de um investimento no "nosso futuro"... é muito mais uma questão de eu me sentir mais livre fazendo assim do que fazendo qualquer outra coisa.

Claro que essa opção também libertaria o Marco da idéia do relacionamento - que para ele é tão incômoda. Mas agora eu quero focar em outro ponto: o que eu sinto? Qual é a situação da Daniela no meio disso tudo?
No começo eu tinha medo dessa "liberdade" (e agora, quando eu penso em levar as coisas até o final, o medo, a insegurança e a incerteza voltam), mas cada vez mais eu vejo que esse medo é nada mais nada menos do que uma resistência à mudança. O medo é o muro, que vale a pena escalar... eu não tenho nada perder... porque a resistência?

Quando eu me vejo no quarto novo, com a minha mesa, minha cama, meus livros, minha janela, isso não dói, pelo contrário, eu sinto uma certa paz no coração. Então eu posso ver que o medo é na verdade uma coisa produzida pelo meu condicionamenteo, porque de alguma idéia, conceito, ou medo, eu não quero desistir.
Porque eu haveria de ter medo de "be by myself"? Eu não posso fugir de mim, eu sou apenas aquilo que sou. Não preciso ter medo, não preciso ter orgulho, não preciso me sentir bem ou mal... preciso apenas aceitar, deixar ser.

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