No ônibus, a caminho do aeroporto, uma menininha de uns 6 anos olhou para o F. e falou: "Eu te conheço de algum lugar. Eu lembro do seu cabelo e do seu rosto. Você já andou nesse ônibus outras vezes, não andou?". Ela tinha algo de diferente. Falava com muita auto-confiança e tranqüilidade. O F. sorriu e me peguntou, "O que ela disse? Eu não entendi" Eu traduzi e ele perguntou para ela "é mesmo? E qual é o seu nome?". Ela disse "Vivian Kiwick" - ou algo do tipo. E ela disse que às vezes as pessoas a chamavam de um nome que ela não gostava. Eu perguntei, "você gosta de Vivi"? E ela disse que sim. Ficamos conversando. Foi um encontro de uns 4 minutos. Ela também olhava para mim, mas era no F. que ela estava interessada. Ela estava deslumbrada. A menina era especial, ela tinha algo de muito natural - tão natural que a gente ficou até desconcertado num primeiro momento. Por alguns segundos eu pensei que ela pudesse ser uma espécie de médium. O F. me perguntou então "Será que ela está sozinha?", e um homem acompanhado por um grupo de umas 8 crianças chamou-a e a puxou. Ela deu a mão para o F. e disse "Tchuusss", e desceu do ônibus com o grupo dela.
O F. ficou maravilhado com a situação. Ele disse, "Nossa D., essa menininha tinha algo de diferente". E eu disse "com certeza." E eu falei: "ela sentiu a sua alegria e a sua harmonia... e viu nisso alguma familiaridade. Por isso ela achou que já te conhecia. Ela reconheceu a sua alegria."
E ele sorriu. De fato, ele estava brilhando.
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